Desde que o Covid-19 chegou no Brasil, a pandemia impôs o home office como uma nova forma de trabalho. Foi nesse contexto que decidi deixar de lado o meu trabalho como professor de xadrez nas escolas para me tornar um treinador de alto rendimento.
No ano 2022, a Federação Internacional de Xadrez (FIDE) me outorgou o grau de FIDE Trainer (FT) que é a titulação mais elevada que um treinador de xadrez pode obter. No Brasil, somos menos de 10 os que alcançamos essa titulação.
Eu serei o seu treinador e irei te ajudar a cumprir suas metas!
Você sabia que, à medida que um jogador aumenta sua força de jogo, ele deseja incorporar cada vez mais tempo em sua rotina de estudo?
Por essa razão, recomendo que treinem comigo por pelo menos 10 minutos diários.
Decidi compartilhar todos os meus estudos de xadrez em uma lista abrangente de aulas. Tenho mais de 5.000 partidas analisadas por mim, e todas foram verificadas pelo engine.
Inicie o programa de treinamento gratuito!
No meu treinamento, você irá aprender a entender o xadrez por TEMAS.
Quando Bobby Fischer se recusou a comparecer ao match do Campeonato Mundial de 1975, Anatoly Karpov tornou-se o décimo segundo campeão mundial de xadrez. Ele então provou em vários torneios que era realmente o jogador ativo mais forte daquela época e ganhou muitos torneios de elite.
Na época da derrota de Boris Spassky em seu duelo contra Bobby Fischer, Anatoly Karpov tinha 21 anos e 2.630 de Elo. Era o sétimo do mundo, em julho de 1972. Um ano depois já eram 30 pontos a mais e dividia o segundo lugar no ranking mundial com Mikhail Tal, atrás de Bobby Fischer, claro, que se aposentou do xadrez quando conquistou o título de campeão mundial. Até seu retorno inesperado em 1992, ele não jogou mais torneios.
Os duelos no Campeonato Mundial de 1978 e 1981 entre Karpov e Korchnoi foram acompanhados de polêmicas políticas. Já para 1982, Garry Kasparov era o número dois do mundo. Kasparov tinha uma classificação Elo de 2675 e Karpov 2700.
Em janeiro de 1985, o "ogro" tinha se tornado o número um do mundo deixando o Karpov na segunda posição da tabela do ranking mundial.
Na minha opinião, Karpov naqueles anos começou a desenvolver uma técnica inigualável, usando seu estilo posicional para estrangular a todos seus adversários. O jogo técnico de estrangulamento e a sua impecável técnica em finais se tornaram um tema importante para inúmeros artigos e vídeos de YouTube que realizei nos últimos anos.
Segundo o ex-campeão mundial, Viswanathan Anand, "o segredo de Karpov era não estar tão interessado em seu próprio plano, mas sim em frustrar o de seu oponente".
Aqui vão alguns exemplos de Karpov torturando seus adversários:
Besonderer Dank an ChessBase für ihre Unterstützung.
Aqui ficam arquivados os temas passados, confira!
Os peões são frequentemente desvalorizados pelos jogadores mais inexperientes, dada a sua limitação de movimentos, o peão não permite jogadas audazes e decisivas como as outras peças. Mas avançando firmemente em direcção ao fim do tabuleiro, espalham uma rede de armadilhas que acaba deixando em problemas o nosso oponente.
O tema estratégico "Maioria Qualitativas" foi abordado pelo grande jogador Aaron Nimzowitsch que denominou esse nome em sua obra-prima Meu Sistema, mas voltada sua aplicação somente para algumas Defesas Índias, tais como a Índia do Rei e a Benoni.
Alexei Dmitrievich Shirov, nasceu em Riga, no 4 de Julho de 1972. É considerado um dos melhores jogadores de xadrez da história. Seu estilo audaz, fez com que fosse chamado como o sucessor de seu compatriota Mikhail Tal.
Alexei, tornou-se campeão mundial de cadetes aos 16 anos e, em 1988, conquistou o direito de jogar o campeonato da URSS. Nessa idade, já ficava claro que era um jogador de xadrez muito talentoso. Isso foi confirmado por Mikhail Tal, que convidou o jovem compatriota para seu centro de treinamentos, mas Alexei acabou treinando com o GM Vladímir Bagírov.
Em meados dos anos 90, Shirov era um dos grandes mestres mais fortes do mundo. Em 1997 ganhou o torneio em Madrid e um ano depois em Linares. 1998 trouxe outro sucesso: ele venceu no Match de Candidatos, o Vladimir Kramnik por 5,5-3,5 (duas vitórias e sete empates) e classificou para a final contra o russo, Garry Kasparov. No entanto, o principal patrocinador do ciclo da luta pela coroa do xadrez, Luis Rentero, recusou-se a financiar a partida Kasparov-Shirov.
Claro, isso foi injusto com Alexei, que tentou questionar a legalidade do que aconteceu no tribunal. Mas no final, infelizmente, ele não teve a oportunidade de disputar o campeonato mundial. Em Londres, no final de 2000, Vladimir Kramnik derrotou Garry Kasparov para se tornar o décimo quarto campeão mundial. No mesmo ano, Alexei Shirov chegou à final do Campeonato Mundial FIDE, mas perdeu para Vishy Anand.
Alexei Shirov tem muitos fãs espalhados pelo mundo. Sou suspeito de falar, pois sempre foi um de meus jogadores favoritos. Pelo seu estilo de jogo brilhante, Alexei ganhou o grau de "campeão sem coroa".
Vejamos algumas das partidas de seu famoso livro “Fire on the Board"
Na memória coletiva dos fãs do xadrez, o nome do Vasily Smyslov é frequentemente esquecido. No entanto, ele não foi apenas um campeão mundial, também entendeu os segredos da ciência do jogo a partir de uma abordagem tão pessoal quanto genuína. Assim como em todos os esportes, um cavaleiro de sucesso precisa saber ganhar com simplicidade e perder com elegância, esse era o mérito de Smyslov.
Recordista com maior número de medalhas obtidas nas Olimpíadas, 17 no total. Smyslov foi candidato no ciclo do campeonato mundial nos anos 40, 50, 60 e depois novamente nos anos 80 (1984 vs Kasparov).
Jogador de elite por mais de 40 anos e de técnica aprimorada, Smyslov ganhou seu lugar entre os grandes jogadores da história.
O ex-campeão mundial morreu em 2010, aos 89 anos, devido a uma insuficiência cardíaca.
Vejam como ele venceu estrategicamente o Keres e como no seu último Campeonato Soviético venceu um jovem de 19 anos chamado Ivanchuk.
No dia 17 de agosto, Henrique Costa Mecking, ex-número 3 do mundo, comemora 50 anos de sua vitória no Interzonal Petrópolis em 1973.
Henrique Costa Mecking, mais conhecido como Mequinho, nasceu no Rio Grande do Sul, no sul do Brasil. Foi um prodígio do xadrez que, aos 13 anos, sagrou-se campeão absoluto do Brasil. Em janeiro de 1972, ele se tornou o primeiro grande mestre de xadrez não argentino nascido na América Latina.
Um ano e meio se passou desde que o xadrez brasileiro conheceu o seu primeiro Grande Mestre. Naqueles anos, o reinado soviético de 24 anos ininterruptos de campeões mundiais (Botvinnik, Smyslov, Tal, Petrosian e Spassky) havia terminado. Mas as relações entre os Estados Unidos e a União Soviética decorriam no quadro da Guerra Fria, que atravessava diferentes frentes geopolíticas: da espionagem à corrida armamentista, da corrida espacial à ingerência nos países aliados, e o desporto não era o exceção...
Na final do basquete nas Olimpíadas de Munique de 1972, os soviéticos derrotaram os Estados Unidos de forma polêmica. Um mês depois, os americanos obtiveram logo o "match do século" entre Fischer e Spassky. Foi neste contexto que surgiu um jovem “gaúcho” que desafiou a elite do xadrez mundial.
Tudo começou em 23 de julho de 1973, foi no Torneio Interzonal de Petrópolis, no Rio de Janeiro, que Henrique Costa Mecking, o grande Mequinho, conquistou o título mais importante de sua carreira em um torneio que basicamente iniciou o ciclo de candidatos a campeão mundial.
A partir dessa vitória, Mequinho passou a acreditar que qualquer conquista era possível. Os grandes mestres do mundo acompanhavam com interesse cada movimento do jovem brasileiro.
A vitória de Mequinho foi conquistada com 7 vitórias e 10 empates, em uma disputa muito equilibrada, Mequinho conseguiu vencer por meio ponto aos soviéticos Efim Geller e Lev Polugaevsky, e ao húngaro Lajos Portisch. No ano seguinte, o Torneio de Candidatos foi vencido por Anatoly Karpov que venceu a competição e se classificou para desafiar o então campeão mundial Bobby Fischer (Mequinho perdeu na estreia contra Viktor Korchnoi). Fischer, porém, se recusaria a defender o título e Karpov seria declarado campeão mundial.
O período em que Kárpov teve que defender o prestígio de ser o melhor enxadrista do planeta foi talvez um dos momentos mais brilhantes da carreira de Mequinho. Em 1978, ele atingiu o auge da carreira ao alcançar a posição de terceiro melhor jogador do mundo no ranking da FIDE, com 2.635 pontos, atrás apenas de Karpov e Korchnoi, que naquele mesmo ano, em Baguio, disputavam o título. .
A carreira de Mequinho foi afetada por uma doença grave, a miastenia gravis, que comprometeu gravemente sua saúde. Chegou a iniciar sua participação no torneio interzonal do Rio de Janeiro em 1979, mas por ordem médica, deixou a competição antes da segunda rodada. Depois disso, ele desistiu do xadrez competitivo por mais de dez anos. Começou a se dedicar totalmente à religião, mas sempre teve a esperança de voltar a jogar xadrez. Depois de Mequinho, o Brasil teve apenas 14 grandes mestres, e segundo ele, graças às orações deles, foi curado por Jesus Cristo, que o curou e o mantém, ainda, entre os melhores jogadores brasileiros da atualidade.
Vamos examinar 10 partidas de Bobby Fischer entre 1966 e 1972. Até 1970, Fischer encontrava-se praticamente aposentado. Apareceu no match entre União Soviética e Resto do Mundo, e imediatamente houve uma confusão enorme. Bent Larsen, da Dinamarca, terceiro colocado no ranking mundial ameaçou retirar-se, a menos que tivesse permissão para jogar de primeiro tabuleiro. Para espanto de todos, Fischer cedeu. Até o momento, Fischer estava inativo e não jogava um torneio há quase dois anos. Porque a "esperança do Ocidente" cedeu ao pedido de Larsen e entregou o primeiro tabuleiro? Na minha opinião, ele não queria encarar o Spassky tão cedo!
Aquele match não demoraria muito para chegar. Um ano depois, Fischer venceu Taimanov e Larsen (que estavam entre os 10 melhores jogadores do mundo). Em 1971, na final do Torneio de Candidatos, quando venceu Tigran Petrosian, por 6.5 x 2.5, Fischer conseguiu a oportunidade de enfrentar Boris Spassky e venceu por 12.5 x 8.5, consagrando-se o 11º campeão mundial.
Após a recusa de Fischer de defender o título em 1975, a hegemonia dos russos voltou e durou até o indiano Viswanathan Anand vencer o Mundial da FIDE de 2000.
Em 1992, Fischer voltou a disputar um match contra Boris Spassky. Mesmo estando 20 anos afastado, enquanto Spassky permaneceu ativo durante todo este tempo, Fischer venceu com relativa facilidade. O match foi jogado na Iugoslávia e terminou com 10 vitórias para Fischer e 5 para Spassky.
O xadrez, desde seu surgimento, está constantemente em evolução, que na maioria das vezes, está relacionada à época ou ao estilo dos jogadores. Um grande exemplo é o xadrez romântico, estilo predominante no século XV. O estilo tem como suas principais características o jogo tático e o foco no ataque. Porém, ao passar dos anos, o xadrez passou a envolver estratégias a longo prazo e mais dinamismo.
Desde o fim dos anos 30 e até o inicio do século XXI, todos os campeões mundiais eram jogadores da União Soviética (Alexander Alekhine, Mikhail Botvinnik, Vasily Smyslov, Mikhail Tal, Tigran Petrosian, Boris Spassky, Anatoly Karpov e Garry Kasparov), com exceção do americano Bobby Fischer.
Em 1943, nascia Bobby Fischer que teve grande influência na evolução do xadrez e aproximadamente 20 anos depois, surgia outra lenda do xadrez, Garry Kasparov.
Ok, Robert James Fischer foi talvez o maior jogador de xadrez do século XX. Eu sempre pensei que fosse Kasparov, e talvez eu esteja enganado, considerando que sei perfeitamente do poder que tinha a máquina soviética.
Nestas 10 partidas, vamos tentar desfrutar do xadrez do ex-campeão mundial e gênio americano. Além disso, explico em dois capítulos (segundas-feiras, 29/11 e 06/12) alguns temas adicionais da vida de Fischer.
Conheça Bobby Fischer e sua história:
Capítulo 1 (1958-1965)
Em 1958, aos 15 anos, Fischer deu seu primeiro passo na difícil escalada ao título mundial. O quinto lugar no Interzonal de Portoroz lhe concedeu o título de Grande Mestre, o mais jovem de todos os tempos (recorde superado décadas depois por outros jogadores) e o classificou para o Torneio de Candidatos. Disputado no ano seguinte, em Belgrado, o torneio foi vencido pelo soviético (letão) MIkhail Tal. Fischer ainda era muito jovem para vencer a elite de grandes mestres soviéticos.
Em 1960, Fischer esteve na Argentina, para disputar o torneio de Mar del Plata, onde encontraria seu rival mais célebre: o russo Boris Spassky. Os dois terminaram empatados como campeões.
O Torneio Interzonal de 1962, em Estocolmo, foi a segunda oportunidade para Fischer adquirir o direito de desafiar o campeão mundial. O americano venceu em Estocolmo e classificou-se facilmente para o Torneio de Candidatos (disputado no mesmo ano, em Willemstad, Curaçao), mas novamente acabou derrotado pelos soviéticos. O americano acusou seus rivais de combinarem entre si os resultados. Sensível às queixas de Fischer, a Federação Internacional de Xadrez mudou as regras da competição para o Torneio de Candidatos de 1965, trocando o todos-contra-todos por um mata-mata entre os jogadores, o que evitaria o excessivo número de empates suspeitos. Mesmo assim, Fischer anunciou que nunca mais se candidataria ao título mundial. Continuou ativo, jogando nos Estados Unidos, mas abandonou temporariamente as competições internacionais.
Para decepção dos fãs de xadrez, isso adiava mais uma vez a esperada chance de Fischer disputar o campeonato mundial. As exigências financeiras de Fischer eram incríveis. Depois, havia ainda suas implicâncias relacionadas à luz, ao barulho dos espectadores, etc.
Não perca o próximo capítulo...
Quando Bobby Fischer se recusou a comparecer ao match do Campeonato Mundial de 1975, Anatoly Karpov tornou-se o décimo segundo campeão mundial de xadrez. Ele então provou em vários torneios que era realmente o jogador ativo mais forte daquela época e ganhou muitos torneios de elite.
Na época da derrota de Boris Spassky em seu duelo contra Bobby Fischer, Anatoly Karpov tinha 21 anos e 2.630 de Elo. Era o sétimo do mundo, em julho de 1972. Um ano depois já eram 30 pontos a mais e dividia o segundo lugar no ranking mundial com Mikhail Tal, atrás de Bobby Fischer, claro, que se aposentou do xadrez quando conquistou o título de campeão mundial. Até seu retorno inesperado em 1992, ele não jogou mais torneios.
Os duelos no Campeonato Mundial de 1978 e 1981 entre Karpov e Korchnoi foram acompanhados de polêmicas políticas. Já para 1982, Garry Kasparov era o número dois do mundo. Kasparov tinha uma classificação Elo de 2675 e Karpov 2700.
Em janeiro de 1985, o "ogro" tinha se tornado o número um do mundo deixando o Karpov na segunda posição da tabela do ranking mundial.
Na minha opinião, Karpov naqueles anos começou a desenvolver uma técnica inigualável, usando seu estilo posicional para estrangular a todos seus adversários. O jogo técnico de estrangulamento e a sua impecável técnica em finais se tornaram um tema importante para inúmeros artigos e vídeos de YouTube que realizei nos últimos anos.
Segundo o ex-campeão mundial, Viswanathan Anand, "o segredo de Karpov era não estar tão interessado em seu próprio plano, mas sim em frustrar o de seu oponente".
Aqui vão alguns exemplos de Karpov torturando seus adversários:
Olá pessoal! Bem-vindos ao meu novo estúdio. Fiz alguns estudos sobre a Defesa da Siciliana e acho que vocês deveriam ver eles. Hoje vamos falar sobre o sacrifício da torre em c3 na Defesa Siciliana.
Antes de nos aprofundarmos neste TEMA , que pode ser um sacrifício posicional ou tático, é importante notar que muitos sacrifícios típicos surgem da Siciliana Dragão.
Sacrificio Posicional: O cavalo c3 mantém a posição do branco estavel e, ao eliminalo, o negro ganha o peão e4 e a posição do branco perde força no centro. Como contrapartida, as brancas devem lutar contra um cavalo muito forte em todo o meio-jogo, antes que as torres tenham seu momento de glória, que geralmente é o final da partida. Um cavalo em e4 vale mais do que qualquer torre na abertura!
Sacrifício Tático: O segundo sacrifício que analiso, desta vez, é a troca da torre pelo cavalo destruindo a cadeia de peões brancos na Ala Dama (ilhas e fraquezas em a2 - c2 e c3), o rei branco fica muito exposto aos ataques do cavalo em e4, o bispo em g7 e a outra torre em c8. A insegurança do rei branco permite as negras ataques de xeque mate.
Mikhail Moiseevich Botvinnik nasceu em Kuokkala, na então Finlândia. Foi três vezes campeão mundial (1948-57, 1958-60 e 1961-63). Suas análises instrutivas e metódicas levaram a que fosse considerado "O Patriarca da Escola de Xadrez Soviética". Possuía um estilo universal e versátil, com ênfase na lógica e na estratégia. As partidas de Botvinnik incluem inúmeras obras-primas.
Escrevi esta resenha pensando nos TEMAS posicionais, porque certamente devemos estar interessados em tudo o que pode nos dar uma oportunidade para melhorar nossa compreensão. Nesse contexto, o Botvinnik se torna uma pedra fundamental em nosso aprimoramento no xadrez.
Como treinador, estou interessado em aprender cada vez mais sobre Botvinnik, ele é uma peça da história do xadrez que vale a pena conhecer e estudar em profundidade.
Nesta semana, vamos examinar algumas das partidas mais brilhantes do Botvinnik antes da Segunda Guerra Mundial. Identifiquei alguns padrões que se repetem uns anos depois em outras partidas de jogadores soviéticos.
Analisaremos também sua ascensão ao topo após a Segunda Guerra e para finalizar alguns exemplos reveladores na teoria de aberturas. É conhecido que Botvinnik iniciou uma nova forma de encarar o xadrez, com a sua forma de treino e profunda preparação das aberturas. Dos anos 1960 em diante, ele preferiu, em vez da competição, dedicar-se ao desenvolvimento de programas de xadrez para computador e assistir e treinar jogadores mais novos – os três famosos K’s soviéticos Anatoly Karpov, Garry Kasparov e Vladimir Kramnik foram três dos seus melhores estudantes.
Queridos leitores,
Segue a história do tigre e do leão, heróis da Escola Armênia de Xadrez!
O Tigre:
Embora ele tenha nascido na Geórgia, Tigran Petrosian foi o patriarca da Escola Armênia. É considerado um dos jogadores mais originais da história do xadrez. Foi um artista defensivo, que deixou um legado notável nas suas partidas, onde envolve progressivamente o oponente, deixando-o sem espaço e, cada vez mais, sem opções de jogadas. Petrosian entendeu os sacrifícios de qualidade como nenhum outro enxadrista. Enquanto Tal e Kasparov sacrificavam para acelerar o desenvolvimento e atacar o rei, os sacrifícios do "Tigre" eram diferentes, pois se baseavam em fatores posicionais de longo prazo.
O Leão:
Na atualidade, Levon Aronian é o líder indiscutível do xadrez armênio. Levou seu país a incríveis três medalhas de ouro nas Olimpíadas de Xadrez (em 2006, 2008 e 2012), o que faz dele o herdeiro de Petrosian, não só pelo seu estilo de jogo, como também por se tornar um um herói nacional no seu país. Aronian emergiu em uma nação que já era louca por xadrez, pelo menos desde que Tigran Petrosian se tornou o 9º campeão mundial de xadrez em 1963. É verdade que Genrikh Kasparyan (1910-1995), foi um "pai" fundador do xadrez armênio, mais que nada por ser considerado um dos maiores compositores de estudos dos finais. Kasparyan tornou-se mestre nacional em 1936 e mestre internacional em 1950.